BR-376 - Rodovia do Café
Diversos estudos posteriores foram realizados no sentido de encontrar o melhor traçado para a cha-mada "Estrada de Mato Grosso" através do Ivaí, Tibagí e sertões adjacentes.
Em 15 de abril de 1871, em Curitiba, foi lançada com grande pompa a pedra fundamental da ponte sobre o rio Ivo, no local da rua 15 de Novembro, entre as ruas Murici e Ébano Pereira, como início da construção da Estrada de Mato Grosso, pela qual se prolongava para o Noroeste da Estrada da Graciosa. Essa estrada, igualmente revestida de macadame, se estendeu através de Campo Largo, Palmeira e Ponta Grossa.
A partir de 1928, com o primeiro Plano Rodoviário do Paraná, começaram a ser traçadas as diretrizes visando atender a ligação com a região Norte.
Em 1944 teve início a construção de uma nova estrada, em duas frentes de trabalho nos pontos extremos dos trechos Tibagi-Ortigueira e Apucarana-Ortigueira. Com a criação do DER em 1946, deu-se prosseguimento à construção no percurso Tibagi-Ortigueira-Apucarana, cuja obra em estágio inicial foi aberta ao tráfego em 1951.
No Plano Rodoviário de 1951 se delineava através dos projetos troncos as diretrizes gerais que, completadas e revistas por outras, se converteriam nos trechos básicos que integravam a Rodovia do Café. Durante o Congresso Nacional de Transportes, realizado em maio de 1956, a delegação do DER do Paraná apresentou tese propondo a federalização do trecho São Luiz do Purunã - Ponta Grossa - Porto São José e daí ao Rio Brilhante, no Estado do Mato Grosso. O Plano Rodoviário Nacional desse mesmo ano incluiu a BR-104 com a diretriz acima como rodovia de interesse nacional. O novo Plano Nacional de Viação, de dezembro de 1964, que introduziu alterações no plano anterior e deu nova nomenclatura às rodovias federais, manteve a BR-104 com a denominação de BR-376 com a diretriz Dourados(MT)-Apucarana-Ponta Grossa-São Luiz do Purunã(PR).
Até que se chegasse a definir a diretriz geral da Rodovia do Café, com o percurso mais indicado ao escoamento das safras cafeeiras ao Porto de Paranaguá, várias alternativas foram aventadas.
A Rodovia do Café causou grande impacto, na década de 1960. A principal meta do período era pavimentar o trecho Ponta Grossa - Apucarana. Até então, a ligação entre norte e sul do Estado se fazia pela antiga Estrada do Cerne, uma estrada cheia de curvas, estreita e sem pavimentação.
A pavimentação asfáltica da Rodovia do Café exigiu cuidadosos estudos sobre a constituição geo-lógica do sub-leito e o dimensionamento do pavimento, tendo em vista as características do terreno
e a intensidade do tráfego pesado que a estrada deveria suportar como o principal eixo rodoviário do Estado. Sua construção mobilizou um maquinário de grande porte, assim como representou uma pre-ciosa oportunidade de adestramento da mão de obra empregada.
Foi entregue ao tráfego, em 1984, com sua maior meta rodoviária plenamente atingida, representando a concretização de uma obra de integração econômica, social e política de alcance regional e nacional.
Como parte das comemorações na inauguração da Rodovia do Café, realizaram-se várias atividades, dentre elas, uma prova automobilística com a participação de pilotos de todo o país e do exterior, em que se assinalou a presença de duas corredoras no grid de largada. O trajeto foi de ida e volta, de Curitiba-Apucarana. Diversas pessoas acamparam à margem da rodovia para acompanhar de perto o evento que marcou a inauguração da estrada.
Com a pavimentação da Rodovia do Café tornou acessível a visita, em caráter de "tour" organizado, às formações areníticas de Vila Velha incluindo a Lagoa Dourada e as Furnas, situadas no Parque Estadual de Vila Velha.
A rodovia aproveitou a pavimentação de 13 quilômetros do trecho da Serra do Mar. Ao ser entregue ao DNER o trecho da auto-estrada Curitiba - Paranaguá estava concluída toda a extensão da obra de terraplenagem, inclusive do sub-trecho da Serra do Mar.
No final do ano de 1986, o governo inaugurou a nova pista da Rodovia do Café, a duplicação do trecho Spréa - Ponta Grossa, com uma extensão de 66,7 quilômetros.
fonte: site DER- PR
Nenhum comentário:
Postar um comentário